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Mais de US$ 1 bilhão deixa o Brasil no início de 2016, informa Banco Central.

Em apenas 5 dias, US$ 1,11 bilhão deixaram a economia brasileira, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (13). A saída de valores foi registrada na primeira semana de 2016. Em todo ano passado, houve ingresso de recursos no Brasil, no valor de US$ 9,4 bilhões, revertendo as retiradas registradas em 2013 e 2014.
A saída de valores favoreceria, em tese, a alta do dólar. Isso porque, com mais moeda norte-americana no mercado, seu preço tenderia, teoricamente, a ficar maior. De fato, a moeda norte-americana começou este ano pressionada e subiu na semana passada.
No fim de 2015, estava cotada a R$ 3,95. Na sexta-feira da semana passada (8), o dólar fechou em R$ 4,03. Nesta quarta-feira (13), porém, já estava sendo negociado a R$ 3,98, por volta das 13h20.
Além do fluxo de recursos, outros fatores também influenciam a cotação do dólar no Brasil. Entre elas, estão as sinalizações sobre a política de juros dos Estados Unidos, os indicadores da economia brasileira – que registraram desempenho ruim em 2015 – além de tensões políticas e notas das agências de classificação de risco (no ano passado, o Brasil perder o grau de investimento por duas das três maiores agências de rating). O mercado acredita que o dólar terminará este ano em R$ 4,25.
Fluxos comercial e financeiro
O fluxo cambial brasileiro possui duas contas: a comercial, na qual são fechados os contratos de câmbio para operações de exportação e importação, e a conta financeira, que inclui as demais operações, como os investimentos estrangeiros diretos e os recursos para aplicações financeiras, além das remessas de lucros e dividendos (parcelas dos lucros) e empréstimos tomados no exterior, entre outros.
Segundo o BC, a saída de dólares do Brasil, em 2015, está relacionada principalmente com a conta financeira - que registrou retirada de US$ 1,94 bilhão no começo de 2016. Pela conta comercial (que contabiliza os pagamentos das importações e exportações), houve entrada de US$ 836 milhões no Brasil em 2016.
Swaps cambiais
Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swaps cambiais (que funcionam como uma venda futura de dólares), que continua sendo levado adiante pelo Banco Central. Com estas operações, que funcionam com uma venda de dólares no mercado futuro, a autoridade monetária impede uma alta maior do dólar no mercado a vista e oferece garantia (hedge) às empresas contra a valorização do dólar.
Os swaps cambiais são contratos para troca de riscos. O Banco Central oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda norte-americana. No vencimento deles, o BC se compromete a pagar uma taxa de juros sobre valor dos contratos e recebe do investidor a variação do dólar no mesmo período. Quando o dólar sobe, o BC perde e vice-versa.
Com a disparada do dólar em 2015, o BC registrou prejuízo recorde de R$ 89,66 bilhões com as operações de "swaps cambiais". Foi a maior perda anual da série histórica, que começa, para anos fechados, em 2003. Até então, o maior prejuízo, em todo um ano, havia sido registrado em 2014 (R$ 17,32 bilhões).