Polícia faz reconstituição do caso do torcedor morto por privada no Recife Dois suspeitos foram levados ao estádio do Arruda, local do crime. Policiais, peritos e delegados refazem cenas dentro e fora do campo.
A Polícia Civil de Pernambuco realiza, nesta segunda-feira (12), a reconstituição do caso do torcedor morto após ser atingindo por uma privada arremessada do estádio do Arruda, na Zona Norte do Recife. Dois suspeitos do crime - Luiz Cabral de Araújo Neto, 30 anos, e Everton Filipe Santana, 23 - já chegaram ao local acompanhados por uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O terceiro suspeito de envolvimento na morte, Waldir Pessoa Firmo Júnior, 34, não irá participar da reconstituição. O advogado dele, Jurandir Alves, informou que o cliente tem direito de permanecer em silêncio e não produzir provas contra ele mesmo.
A reconstituição começou por volta das 19h40. Os policiais vão refazer o caminho que teria sido percorrido pelos suspeitos antes do lançamento de duas privadas das arquibancadas do estádio. Serão reproduzidas as cenas da saída deles pelo portão 9, a confusão entre torcidas no espetinho, a volta ao campo pela rampa geral no portão 10, o lançamento dos vasos sanitários e a saída final, pelo portão 11, que fica na Avenida Beberibe.
As vias no entorno do estádio serão bloqueadas para facilitar o trabalho da polícia. Cerca de 40 pessoas, entre policiais, peritos e delegados, estão na cena do crime. A saída dos suspeitos do Centro de Triagem (Cotel), no Grande Recife, onde estão detidos, para o estádio do Arruda, foi autorizada pelo juiz da 2ª Vara da Capital, Jorge Luiz dos Santos.
Na última sexta, a Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que os três suspeitos de envolvimento com a morte do torcedor Paulo Ricardo Gomes da Silva, 26 anos, vão responder por homicídio doloso (quando há intenção de matar) com agravante de o crime ter ocorrido por motivo fútil e da vítima não ter tido chance de defesa. Segundo a Polícia Civil, eles também serão indiciados por três tentativas de homicídio (outras três torcedores atingidos pela privada ficaram feridos na ação). A delegada Gleide Ângelo está à frente do caso e deve concluir o inquérito esta semana. Se condenados, eles podem pegar ao menos 30 anos de reclusão.
Do G1 PE