Acostumado a decisões, o meio-campo Marcelinho Paraíba sabe que apesar do Sport viver um momento oposto ao do Náutico, a primeira semifinal será bastante acirrada. O confronto que abre a disputa por uma vaga na final começa domingo, nos Aflitos, e, na opinião do atleta, não será muito diferente do último confronto entre as duas equipes, que acabou no empate sem gols.
- No primeiro clássico, fizemos três gols no início, o Náutico encostou e a partida terminou 4 a 3 para a gente. Foi um jogo muito aberto, ao contrário da segunda partida, que terminou 0 a 0, predominando a marcação. A semifinal deve ser parecida com o jogo do empate, no entanto não significa que jogaremos na defesa, recuados, pois isso é perigoso. Temos que atuar com inteligência - analisou Marcelinho Paraíba.
Paraíba usou o exemplo da desclassificação para o Paysandu na Copa do Brasil como uma lição para o mata-mata do Estadual. A derrota por 4 a 1 para os paraenses expôs uma fragilidade no combate do time rubro-negro.
- Vimos que contra o Paysandu erramos muitos passes, coisa que não pode ser repetida contra o Náutico. Também temos que marcar mais forte, pois com o Papão da Curuzu fizemos poucas faltas, não chegamos juntos no adversário. Temos jogadores experientes e sabemos que se não marcarmos forte, a situação se complica - afirmou.
Nesta quarta-feira, Marcelinho Paraíba deu apenas algumas voltas no gramado. Para descontrair, tentou a sorte como fotógrafo, pegando a máquina de um jornalista que acompanhava o treino, mas ao ver o resultado, reconheceu que seu talento se limita aos gramados.
- Como fotógrafo sou um péssimo jogador, estava brincando, tentando tirar umas fotos, mas não deu. Respeito a profissão de cada um, é melhor ficar na minha, brincou.
Por Lula Moraes
Recife
