Paulo intensificará cobrança aos secretários a partir de maio

Com o fim do Todos por Pernambuco ontem, no Centro de Convenções, em Olinda, o governador Paulo Câmara (PSB) se prepara para iniciar, de forma mais veemente, o monitoramento de seu secretariado. O acompanhamento das metas, ações e prazos das secretarias e órgãos estaduais seguirá à risca o modelo implementado por Eduardo Campos em 2007. “Algumas áreas já estão sendo monitoradas. O Pacto pela Vida é um monitoramento. Mas a pactuação do mapa de estratégias, dos objetivos e de coisas novas que podem acontecer só a partir de maio”, disse.
A primeira reunião de monitoramento ainda não tem um dia certo para começar, mas o governador garante que os secretários serão reunidos em breve. “O primeiro tema ainda não está definido. Em maio quero fazer, se não conseguir todas as áreas, ao menos 70% a 80% de todos os ciclos”, detalhou. As cobranças ocorrerão com base nas propostas do Todos por Pernambuco, no programa de governo e no plano Pernambuco 2035.
O acompanhamento do trabalho de cada secretário será feito de acordo com o método conhecido como PDCA, sigla para Plan (Planejar), Do (Executar), Check (Verificar) e Act (Corrigir). O Todos por Pernambuco, encerrado ontem sob protestos (veja texto ao lado), também servirá de base para o Plano Plurianual (PPA), que deverá ficar pronto até o mês de agosto.
De acordo com o governo estadual, o Todos por Pernambuco foi encerrado com a participação de mais de 17,8 mil pessoas e a sugestão de 16,7 mil propostas. “A gente vai fazer a sistematização dessas propostas que serão consolidadas no PPA, ou seja, no projeto de lei que vamos enviar à Assembleia Legislativa e onde estará consignado o orçamento necessário para essas prioridades escolhidas pelo governo e pela população para os próximos quatro anos”, disse o secretário de Planejamento e Gestão, Danilo Cabral.
ARCO METROPOLITANO
O governador comentou as últimas declarações da presidente Dilma Rousseff (PT) sobre Arco Metropolitano e disse que se surpreendeu positivamente com o discurso da petista. “Ela já tinha nos avisado que antes do anúncio fiscal não poderia garantir nada novo, então o anúncio do desdobramento do Arco é um pouco de avanço porque não está esperando a aprovação do ajuste fiscal”, falou.
Para Paulo, é preciso que haja um entendimento entre os governos estadual e federal sobre o trecho do Arco que será incluído no programa de concessão. “A presidente vai enviar representantes para conversar conosco para a gente chegar a um melhor formato em relação a esse processo de concessão. Isso precisa ser melhor estudado”, afirmou.
do Jc Online.