BANCADA EVANGELICA ENTRA EM ROTA DE COLISÃO COM OUTROS DEPUTADOS NA ALEPE.

Ontem na Assembleia Legislativa de Pernambuco, o clima esquentou na Sessão. Os Deputados da bancada evangelista criticaram a postura do movimento LGBT, e de alguns casais homoafetivos, que segundo o Deputado Cleiton Collins, foge a regra da família tradicional. Segundo ele, não é admissível casas gays ficarem se beijando em lugares públicos, constrangendo as pessoas e famílias heterossexuais. O Deputado André Ferreira no seu aparte questionou a posição do Governo Paulo Câmara, por ter criado a secretaria executiva, para atender os gays, privilegiando a tal classe, e que não vai concordar com essa posição do Governo, porque o correto é homens e mulheres formarem uma família.
Já a Deputada Priscila Krause, no seu aparte, alertou, aos Deputados evangélicos, que deixassem a emoção e religião de lado, para não prejudicar o debate, e salientou que os casais homoafetivos são cidadãos, faz parte da realidade atual, e que tem que haver políticas públicas para esse segmeto,haja vista, que a discriminação e a violência é bastante acentuada, e não ver problema algum em aceitar um casal gay, ou um casal de lésbicas. A Deputada Teresa Leitão, foi mais enfática, dizendo que ser gay ou fazer parte do movimento LGBT não é doença, até porque, já é uma realidade na sociedade, e não vai ser uma questão religiosa, ou por acreditar numa doutrina religiosa, que ela vai discriminar o segmento LGBT, pelo contrario, independente de educação, cultura, crença, a pessoa tem o direito de viver da forma que achar conveniente, seja com homem com homem, mulher com mulher, o respeito tem que ser dado a todos.
Os Deputados perderam uma chance de ouro, para se debater assuntos de interesse do povo pernambucano, no vai ser discutindo a opção sexual as pessoas que eles vão resolver todos os problemas que o Estado está enfrentando. Seca, crise hídrica, obras paradas, saúde, educação, segurança pública, dentro outros.
É importante salientar, que ser ou não gay, não nos dá o direito de querer discriminar, pois, a Constituição diz que todos são iguais perante a Lei, seja, branco, preto, rico, pobre, gay, hetero, com religião ou não, umbandistas, candomblecistas, todos tem o mesmo direito e deveres, está lá no seu Artigo 5º da Constituição.
Repórter Marcondes Vinicius