Governo e oposição no último embate do ano
A última sessão da Alepe serviu também para as últimas farpas entre governo e oposição. Eleito deputado federal, o ex-líder Daniel Coelho (PSDB, ex-PV) gerou suspense ao elencar ações na oposição à gestão Eduardo Campos (PSB). Afirmou que a sua atuação convenceu Eduardo a “desistir da usina nuclear em Itacuruba” e a “enxugar a máquina”. Daniel, porém, pediu mais debate na Casa, insinuando que Legislativo foi sufocado pelo governo, e criticou a liderança governista por se irritar sempre que o Executivo era criticado. “A função do parlamento é de ser o lugar de convivência dos que pensam diferente. Se todos pensassem igual, qual seria o sentido?”, despediu-se.
O líder do governo, Waldemar Borges (PSB), retrucou também com indiretas. “Esta é uma Casa para quem tem intenção de construir, que aprova projetos em favor da população. Nunca questionei qualquer assunto levantado pela oposição. Houve discussão. Projetos não foram aprovados porque eram do governo, mas pelo entendimento”, rebateu.
NOVO PRÉDIOS
O presidente da Alepe, Guilheme Uchoa, levou os deputados ao novo prédio dos gabinetes, por trás do atual plenário da Casa, que prometeu entregar em janeiro, embora ainda esteja com acabamento inicial. O novo plenário está prometido para julho. “São R$ 30 milhões em recursos próprios. Nenhuma verba do governo. Ao contrário, devolvemos R$ 25 milhões. Nos últimos quatro anos aprovamos 1.359 proposições das 2.175 apresentadas. E depois de 16 anos realizamos concurso público”, ressaltava Uchoa.
PARECER
O procurador-geral da Alepe, Ismar Teixeira Cabral, revelou, ontem, que até o próximo dia 30 divulga o parecer sobre a consulta da constitucionalidade da nova candidatura de Guilherme Uchoa à presidência. Na Casa, é dada como certa a declaração de legalidade, o que vai se contrapor a parecer da OAB-PE que concluiu pela inconstitucionalidade da reeleição.
Por Ayrton Maciel do Jornal do Comércio.