Fábrica de resinas PET entra em operação em Suape Indústria integra o pólo petroquímico erguido pela Petrobras no Estado
Com um atraso de 2 anos e com ágio de R$ 3 bilhões, começou a operar esta semana em Suape, a terceira fábrica do Complexo Petroquímico da Petrobras, a PetroquímicaSuape (PQS). A unidade iniciou a fabricação de resina PET. Em março desse ano, a PQS comemorou dois anos do início da operação do complexo, que começou com a produção de PTA (matéria-prima da resina PET e dos fios de poliéster). O complexo tinha valor projetado em R$ 6 bilhões, mas acabou fechando em R$ 9 bilhões, repetindo a explosão de custos das obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest).
A unidade de resina PET terá duas linhas de produção: a que entrou em operação, com 225 mil toneladas por ano, e a que está prevista para o primeiro semestre de 2015. Já com a primeira linha desse produto, o Complexo PQS fará com que o Brasil se torne autossuficiente e exportador deste produto, suportando o crescimento do mercado de embalagens PET, além de possibilitar a criação de novos investimentos em diferentes setores em que a utilização desse produto ainda é incipiente.
Quando estiver em plena operação, no próximo ano, o Complexo PQS produzirá 450 mil toneladas por ano de resina PET. Essa resina é um polímero mundialmente popular, que se tornou o melhor e mais resistente plástico para fabricação de garrafas e embalagens para refrigerantes, águas, isotônicos, sucos, óleos comestíveis, medicamentos, cosméticos, produtos de higiene e limpeza, destilados e cervejas, entre outros itens.
Pernambuco entrou no mapa da indústria do PET em 2007, com o início da operação da fábrica do grupo italiano Mossi & Ghisolfi (M&G), em Suape. A companhia instalou no Estado a maior fábrica de resinas PET do mundo, mas a indústria é apenas um elo da cadeia produtiva. A empresa ainda depende da importação do PTA do México e de outros produtos químicos. Com a entrada em funcionamento da PetroquímicaSuape, o PTA passou a ter produção doméstica.
O PTA é uma espécie de pó branco, que passa por um processo químico para se transformar em polímero. Depois vira produtos que fazem parte do nosso cotidiano, como fios para indústria têxtil e PET para embalagens. A fábrica de Suape tem capacidade para produzir 700 mil toneladas de PTA por ano. Parte da matéria-prima será fornecida à M&G e o restante poderá ser ofertado no mercado nacional ou para exportação, mudando o sinal da balança comercial brasileira para o produto, que era negativo.
A terceira fábrica do complexo petroquímico é a unidade de polímeros têxteis. Essa vai fazer frente aos chineses, líderes no mercado de poliéster vendendo sua produção mundo afora. A planta tem capacidade projetada para fabricar 240 mil toneladas de fios por ano. A unidade entrou em fase de testes desde 2010 e já faz comercialização dos produtos. Os fios podem ser utilizados na fabricação de roupas e outros têxteis, além de servir como matéria-prima na produção de cintos de segurança, cordas, carpetes e outros.