Torcida coral reclama, mas jogadores e Martelotte vêem Santa Cruz ofensivo Uma das principais críticas feitas pelos tricolores é que o time é defensivo. Mas os números e a opinião dos atletas mostram o contrário
Foram 22 gols em 15 jogos na temporada, uma média de 1,46 por partida. Nada de excepcional, mas números que colocam o Santa Cruz na luta pelo topo da tabela do Pernambucano e refletem a campanha razoável do clube coral na Copa do Nordeste. No entanto, uma das principais críticas do torcedor tricolor é que a equipe é defensiva demais, opinião contrária a dos jogadores e do técnico Marcelo Martelotte.
- O time com Marcelo Martelotte é bem ofensivo, pois quando eu estava atuando, antes do estiramento na coxa esquerda, tinha muita liberdade para atacar. Fizemos gols pra caramba. Ele arma uma equipe que defende e sobe para o ataque com muita força - explicou o meia Renatinho.
O técnico Marcelo Martelotte lamenta que o torcedor critique o estilo de jogo do Santa Cruz e discorda dessa leitura. Para ele, o time joga para frente, mas alguns desfalques têm atrapalhado a ofensividade da equipe.
- Já coloquei três atacantes, não sou defensivo, mas nem sempre tenho opções. Com as lesões dos meias Natan e Renatinho, por exemplo, não tive as peças ofensivas para substituí-los, então fica difícil armar uma equipe para frente.
Outro problema é a falta de um companheiro ideal para o artilheiro Dênis Marques. Durante toda a temporada, Martelotte testou vários jogadores, como Philco, Flávio Caça-Rato, Danilo Santos e Paulo César. Nas últimas rodadas, o preferido do técnico tem sido Caça-Rato, que balançou as redes duas vezes nos últimos três jogos que disputou.
Fonte: Por Lula Moraes
Recife