Um ano da morte de Dom Robinson é lembrado com homenagens no Recife Bispo da Igreja Anglicana e esposa foram mortos há um ano, em Olinda. Suspeito do crime é o filho do casal, que está em um hospital psiquiátrico.
Um café-da-manhã reuniu, na manhã dessa terça-feira (26), integrantes da Igreja Anglicana e amigos para prestar uma homenagem ao bispo Dom Edward Robinson Cavalcanti, na sede da Aliança das Igrejas Evangélicas Congressionais do Brasil, no bairro de Areias, no Recife. Esse é o começo das homenagens ao bispo, que foi morto junto à esposa, há um ano, na casa em que moravam, em Olinda. O principal suspeito do crime é o filho do casal.
Além do café da manhã, está sendo contruído na parte de trás da sede da Aliança o Instituto Robinson Cavalcanti, que vai abrigar o acervo do bispo. O pastor Aurivan Marinho conta que estão lá livros pessoais, textos publicados em revistas e livros, inclusive em outros idiomas. Também há áudio de palestras gravadas em fitas cassete.
Disponibilizar para a população o material deixado por Dom Robinson é uma forma de preservar a memória do religioso, acredita Marinho. "Todo o acervo do bispo estava guardado na casa da família. Expor esse material no Instituto é uma maneira de manter as ideias de amor e fé de Dom Robinson vivas", defende o pastor.
O caso
O bispo Dom Robison Cavalcanti e a esposa, Mirian, foram mortos a facadas da casa em que moravam no bairro dos Bultrins, em Olinda, na noite do dia 26 de fevereiro do ano passado. O filho do casal, de 29 anos, foi visto pela irmã e por uma tia saindo da casa sujo de sangue com uma faca na mão. O rapaz de 29 anos teria tentado se matar depois de cometer o duplo homicídio, tomando remédios e se ferindo com uma faca mais de vinte vezes – cortes não muito profundos. Dom Robinson morreu no local e Mirian chegou a ser socorrida, mas faleceu ainda na ambulância.
O filho do casal segue detido no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, em Itamaracá, na Região Metropolitana do Recife. De acordo com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a promotora responsável pelo caso, Maria Carolina Jucá, informou que espera o resultado de exames que atestam a sanidade mental do suspeito para saber se ele continua internado, mas não deu um prazo para isso.
Do G1 PE