Codecir e Dircon vistoriam mercadinho que desabou no Recife Mulher atingida pela laje teve alta na noite da terça-feira (16). Bombeiros informaram que já terminaram os serviços.

Uma equipe da Coordenadoria de Defesa Civil do Recife (Codecir) avalia na manhã desta quarta-feira (16) o mercadinho Maranata, na Rua Roraima, bairro da Várzea, no Recife. Na terça (15), a laje do estabelecimento desabou e deixou uma mulher soterrada, Cenira Pacheco Santana, 44 anos, que estava no caixa do estabelecimento. Levada para o Hospital Getúlio Vargas, ela foi avaliada pelos médicos e teve alta ainda na noite da terça.
Representantes da Diretoria de Controle Urbano do Recife (Dircon) também vão ao local para acompanhar os trabalhos - a Codecir é responsável por fazer a vistoria e apontar o que pode ser feito, como a demolição do prédio ou a reforma, enquanto cabe à Dircon notificar ao proprietário para que as medidas convenientes sejam tomadas. O Corpo de Bombeiros terminou os trabalhos na própria terça e explicou que uma equipe voltaria nesta quarta-feira apenas se houvesse um novo chamado.
Desabamento
O mercadinho funciona no térreo e no primeiro andar fica o depósito e a casa onde mora uma família. A região central da laje de alvenaria, ou chão do depóisto, cedeu por volta da 13h da terça (15). O advogado do mercadinho, Marco Menezes, disse que o estabelecimento passou por reformas antes da inauguração e que todos os órgãos responsáveis teriam liberado o alvará para funcionamento.
Na terça, uma equipe com três profissionais da Coordenadoria de Defesa Civil do Recife (Codecir) chegou a ir ao local por volta das 16h30, mas não conseguiu realizar a vistoria porque os bombeiros não tinham terminado a remoção dos entulhos e mercadorias do estabelecimento. De acordo com a Codecir, o desabamento foi ocasionado por sobrecarga na laje. A equipe informou que já do lado de fora do imóvel dava para perceber que a construção do mercado tinha erros, como por exemplo a dimensão das ferragens, que é aparentemente frágil. Segundo o órgão, o estabelecimento não deve ter tido um projeto arquitetônico nem de engenharia.
Seis pessoas que estavam no estabelecimento na hora do acidente conseguiram escapar sem ferimentos. O tenente coronel José Jorge Soares acredita que ainda há risco de desabamento do que sobrou da laje.
Fonte: Do G1 PE