Náutico passa por jejum de gols Timbu tem deixado a desejar quando o assunto é balançar as redes
Apesar de possuir o terceiro melhor ataque do Campeonato Pernambucano, com 31 gols, o Náutico começa a ter sérias dores de cabeça com o seu sistema ofensivo. Nos últimos quatro jogos, período que o clube está sem vencer uma partida, a equipe só conseguiu balançar as redes dos adversários uma única vez.
O jejum de gols pode ser explicado pelo péssimo rendimento dos atacantes do Náutico, que não conseguem encontrar o caminho das redes. Para ter uma ideia da carência do setor, dos gols marcados pelo clube, apenas 11 foram assinalados pelos homens de frente. Desses, oito partiram dos pés de Siloé, artilheiro da equipe. Os outros foram anotados por Dorielton (dois) e Rogério.
A apatia do ataque alvirrubro ficou evidente na derrota por 1 a 0 para o Salgueiro, na última quarta-feira. Sem poder contar com Siloé, suspenso pelo terceiro amarelo, Waldemar Lemos viu-se obrigado a escalar uma dupla formada por Dorielton e Henrique que, não agradou e foi substituído.
A dupla não vingou e, após vários erros de finalização, Waldemar tentou, mais uma vez, utilizar Berger no setor. Mas a entrada do jogador não mudou a ineficiência do ataque. Apesar de não criticar diretamente seus jogadores, o técnico afirmou que a falta de pontaria já começa a preocupar.
- Não estamos colocando a bola para dentro, mas temos que seguir trabalhando. Tendo demonstrar durante a semana algumas outras possibilidades que aquelas que os jogadores estão pensando. Mas vamos seguir trabalhando firme e uma hora as coisas vão acontecer.
O grande problema encontrado pelo técnico é a falta de opções no elenco. Além dos jogadores que costumeiramente estão sendo utilizados, Waldemar Lemos só conta com Piauí e Wamberson, oriundos da base, além de Léo Santos, que ainda não estreou apesar de ter sido contratado em fevereiro.
Fonte: Globo nordeste.
