Bottinelli começou o jogo contra o Emelec, do Equador, quase com um terceiro atacante. No esquema 3-5-2 de Joel Santana, o meia tinha a função de se aproximar de Ronaldinho e Vagner Love na linha de frente. O trio, no entanto, não conseguiu se encontrar. Na segunda etapa, com um jogador a mais, o técnico abriu mão de um zagueiro e lançou Deivid no ataque. A partir daí, o argentino passou a jogar mais recuado, como segundo volante. O desempenho, que não havia sido bom no primeiro tempo, piorou.
Após a partida, Bottinelli reconheceu que não foi bem. O jogador errou muitos passes no jogo e deixou torcedores e Joel Santana impacientes.
- Fui bem discreto. O Joel me colocou de segundo volante de marcação, tive um pouco de dificuldade para atacar e me concentrei na defesa.
Sobre o comportamento da torcida, que vaiou o time na vitória por 1 a 0, o argentino disse que a hostilidade é compreensível.
- Eu entendo, o torcedor tem o direito. Vem aqui para acompanhar um bom futebol. Mas eles também têm que entender que o adversário colocou dez jogadores quase dentro da área e dificultou muito a nossa criação de jogadas.
Questão de paixão
O zagueiro Marcos González, que jogou pela primeira vez no Engenhão, também tratou a reação dos rubro-negros com naturalidade.
- É uma torcida muito apaixonada, que quer sempre ver o time para frente e vencendo. A reação deles foi normal.
Foi apenas a segunda partida do chileno pelo clube. Segundo ele, a adaptação está evoluindo bem.
- No dia a dia as coisas estão melhorando. Comecei a falar algumas coisas em português e estou procurando me aperfeiçoar cada vez para facilitar esse período de adaptação.
Joel escalou Welinton, González e David Braz no primeiro tempo. Como a equipe ficou com um jogador a mais no fim da etapa inicial, a formação com três zagueiros se desfez. Welinton foi sacado. González diz que não há preferência por esquema.
- Tanto faz, sem problema algum.
Fonte: Globo esporte.com
