Jogadores do Náutico elogiam ‘regime democrático’ do técnico Waldemar Lemos faz reunião sempre no primeiro treino após jogos para ouvir a opinião dos atletas
Democracia. Objeto de desejo dos brasileiros no período do regime militar, a palavra ganhou força no futebol em meados dos anos 80, quando os atletas do Corinthians resolveram abolir as concentrações e instauraram um regime democrático no clube, passando a participar da politica do Timão. Quase três décadas depois, jogadores e comissão técnica tentam reproduzir um movimento bem parecido, desta vez, no Náutico.
Não que o clube esteja prestes a abandonar o regime de concentração ou que os jogadores estejam participando diretamente da vida politica do clube. No caso do Timbu, a democracia é liderada pelo técnico Waldemar Lemos, que faz questão de ouvir os jogadores após cada partida, para que todos possam opinar sobre o que acreditam estar certo ou errado.
Apesar de não colocar em pauta possíveis escalações, o treinador gosta de dividir com os atletas as ideias para cada partida. Geralmente o bate-papo ocorre no primeiro treino após cada rodada, quando jogadores e comissão técnica se reúnem por um longo período.
Para o lateral-direito Marquinho, essa democracia é importante para que os todos possam render da melhor forma possível.
- Aqui no Náutico, nós sempre conversamos muito e o professor sempre escuta todo mundo. Após cada partida nos reunimos e ponderamos sobre o que fizemos de certo ou de errado e todo mundo pode opinar. Vivemos em uma democracia aqui e isso é muito importante.
Quem também comentou sobre a liberdade de opinião existente nos Aflitos foi o zagueiro Ronaldo Conceição. Para o defensor, o grande diferencial do elenco se deve ao fato das criticas e elogios serem feitos na frente de todos.
- O grande diferencial dessa família é que ninguém esconde nada. Aqui, quando algo está certo ou errado é falado olhos nos olhos. O Waldemar também sempre escuta a gente, mas quando o assunto é escalação, isso fica a cargo dele, mesmo.
Fonte: Globo Nordeste.
