A lesão do zagueiro Willian Rocha, que o tirou dos gramados pelos próximos seis meses, ainda repercute no Sport. Chateado por não poder contar com o defensor, que vinha se destacando no Campeonato Pernambucano, o diretor de futebol rubro-negro, Guilherme Beltrão, afirmou que a situação do atleta deveria servir de motivação, para que todos os atores envolvidos na competição reavaliassem as cobranças por resultados. Na opinião do dirigente, a contusão do atleta é um alerta para que a quantidade de jogos seja revista.
- Essa situação deve servir como exemplo para todos nós. Pois sempre é cobrado que o atleta entre em campo, jogue e dê resultado. Imprensa, torcida, dirigente, todos nós temos que rever a forma que as criticas são feitas. No jogo contra o Salgueiro, por exemplo, o Mazola tentou poupar o Diogo e foi severamente criticado. Temos que entender que o Campeonato Pernambucano é muito longo, e que não temos tempo para fazer uma pré-temporada adequada, que seria de 30 dias. Com isso, fatalmente teremos muitas lesões.
Consciente que o zagueiro só retornará em setembro, Guilherme Beltrão sugeriu que seu contrato fosse renovado. Uma vez que o vinculo do atleta com o clube acabará no final do ano. Mas no que depender do Sport, o defensor permanecerá no Leão da Ilha por mais uma temporada.
- Como o contrato do Willian se encerra no final do ano, o Sport, consciente da dedicação do atleta, vai oferecer uma renovação de contrato, que seria por mais um ano. Resta saber se ele irá aceitar. Mas o presidente já sinalizou que a intenção do Sport é permanecer com o atleta.
Mesmo criticando o calendário, o diretor fez questão de isentar a Federação Pernambucana de Futebol, que em sua opinião, não teria muitas alternativas para mudança de calendário. A grande queixa de Guilherme Beltrão recai sobre a impaciência dos críticos e de parte da torcida, com qualquer tipo de tropeço no início da temporada.
- Não digo a lesão do Willian Rocha, que pode não ser diretamente relacionada a isso. Mas o treinador não pode fazer um rodízio de atletas, para prevenir esse tipo de lesão, pois seria crucificado. Principalmente por pessoas que nem estão aqui diariamente e não sabem a realidade do clube. Volto a afirmar que deveríamos refletir sobre como cobramos. Isso serve para todo mundo.
Na visão do dirigente, o ideal era que o técnico tivesse a oportunidade de variar nas escalações. Tendo o direito de poupar os atletas, por mais importantes que fossem.
- Se dependesse de mim, eu faria um rodízio nas oito primeiras rodadas. Com esse tempo, você teria condições de preparar bem os atletas e evitar lesões. Mas, infelizmente, isso não ocorre, porque a imprensa, a torcida e todos são muito rígidos nas cobranças.
Insatisfeito com as criticas sobre o futebol da equipe, que ocupa a terceira posição na tabela de classificação, o dirigente fez questão de elogiar a postura dos jogadores, e assegurar que toda a diretoria do clube esta satisfeita com o trabalho do técnico Mazola Júnior.
- Não existe isso de pressão sobre o Mazola. Temos um projeto de um ano, que está sendo muito bem realizado pelo nosso treinador. Estamos mostrando um bom futebol, nossa equipe só perdeu um jogo e estamos entre os quatro. Por sinal, quando perdemos para o líder, nosso técnico teve que fazer algumas mudanças por conta de cartões, e para poupar alguns atletas. Porém, a imprensa prefere criticar, ao avaliar o que esta sendo feito. Definitivamente o Mazola realiza um bom papel.
Edcarlos na lista rubro-negra
Sem poder contar com o zagueiro por seis meses, a diretoria do Sport corre em busca de um substituto. E o nome especulado na Ilha do Retiro é o do zagueiro Edcarlos, que estava no Grêmio. O jogador, com passagem também pelo Cruzeiro e Fluminense, tem os direitos federativos presos ao Benfica, de Portugal.
Fonte: Globo esporte.com/pe

