Onde está 'el Brasileirón'? Gringos deixam de ser protagonistas em 2011 Estrangeiros têm queda de rendimento em relação às duas edições anteriores. Entre as decepções, estão Valdivia, Martinuccio e Victorino


O Campeonato Brasileiro, que terminou no domingo com o Corinthians como campeão, perdeu um pouco do seu sotaque gringo. Em 2009 e 2010, os times que levantaram a taça tinham estrangeiros como destaque (o flamenguista Petkovic e o tricolor Conca), e o Prêmio Craque Brasileirão teve uma invasão de jogadores de fora do Brasil. Neste ano, o cenário mudou. O Timão só contou com o peruano Luis Ramírez na reserva, e a premiação da CBF teve apenas o cruzeirense Montillo e o botafoguense Loco Abreu como indicados - e nenhum deles venceu.
Entre a lista de decepções, estão o atacante Martinuccio (Fluminense), uma das sensações da última Libertadores, pelo Peñarol; o zagueiro Victorino, da seleção uruguaia; e o atacante Miralles, artilheiro no Colo Colo. Somente três estrangeiros tiveram no Brasileirão uma média acima de 6,0 no Troféu Armando Nogueira: o colorado D'Alessandro e os dois indicados à premiação da CBF.
O Atlético-PR foi um dos que não tiveram o retorno gringo esperado. Já tinha o equatoriano Guerrón e contratou o uruguaio Morro García - goleador do campeonato local - e o argentino Nieto. Nenhum deles foi bem na fraca campanha do time, rebaixado para a Segundona. O presidente Marcos Malucelli não acha que a aposta tenha sido errada.
- Ainda dá para apostar em estrangeiros da América do Sul, mas é preciso paciência para que se ambientem. O próprio Conca só foi estourar no Fluminense. Jogou no Vasco, foi bem, mas sem um maior brilho. O Valencia, que hoje está no Fluminense, demorou uns quatro meses para estrear aqui no Atlético. O Ferreira (outro colombiano de sucesso no Furacão) demorou seis. O Morro García não foi bem, mas terminou como artilheiro no Uruguai em duas temporadas seguidas. O Nieto, embora não tenha feito os gols que esperávamos, ganhou algumas partidas para nós. Aqui na América do Sul compramos mais jovens, e é mais barato do que trazer brasileiros retornando da Europa. A maioria volta com mais de 30 anos e sem motivação - alfinetou.

Fonte:Globo esporte.com