Falta de gestão trava a implantação de projetos de infraestrutura
A infraestrutura do País continua precária embora nos nos últimos 12 anos tenham sido anunciados pelo menos três grandes iniciativas que iriam melhorá-la: os Programas de Aceleração do Crescimento (PAC 1 e PAC 2), a primeira etapa de um Programa de Investimento em Logística (PIL) – em agosto de 2012 – e, por último, a segunda etapa do PIL, lançado no começo deste mês. Mas por que o País não avança em infraestrutura?
“Falta gestão, um responsável para fazer as coisas andarem. A cada dia aparece uma nova empresa (da União) para cuidar de uma determinada área, uma agência e aí nada acontece”, resume o professor do conceituado Insper e especialista em infraestrutura, Eduardo Padilha. O Insper é uma instituição de ensino superior que fica em São Paulo.
Ele argumenta que o governo federal lançou os projetos do PIL incompletos ou faltando “um pedaço”. Por exemplo, em Pernambuco, o programa incluiu as futuras concessões da BR-232 até Cruzeiro do Nordeste, de toda a BR-101 e do Arco Metropolitano, que vai ligar Suape, no Litoral Sul, a Goiana, na Mata Norte. As duas últimas não têm nem o projeto executivo pronto (que é a base para a licitação das obras).
“O lançamento dos projetos ocorre sem ter as licenças de desapropriação nem as ambientais”, conta Eduardo. Geralmente, as desapropriações e licenciamentos ambientais de grandes obras são complexos e demorados. De todos os projetos incluídos na segunda etapa do PIL, ele acredita que têm mais chance de dar certo as concessões em aeroportos, rodovias e nos terminais portuários. “As ferrovias são as mais improváveis de saírem do papel, porque são muito caras, deveriam ter algum aporte de recursos públicos e o governo federal está sem dinheiro”, conclui.
do jc online.